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ESCRITA PARA FORMAÇÃO SINFÔNICA
A escrita para Formação Sinfônica ou Orquestração envolve duas atividades principais:
Desta forma, a Instrumentação e a Escrita Sinfônica estão interligados. Diferentes autores como RIMSKY-KORSAKOV, CASELLA, PISTON, BLATTER, FORSYTH divergem muito pouco quanto a Instrumentação, mas têm abordagens diferentes para a Escrita. Perecebe-se que orquestrar para conjuntos sinfônicos em suas várias formações, temescrita para os instrumentos individuais ou instrumentação que requer conhecimento da tessitura, tecnicas de execução para cada instrumento;escrita para orquestra como se fosse um único instrumento que chamamos de Escrita Sinfônica e que consiste em combinar instrumentos e naipes, criar texturas sonoras e manipular coloração timbrística.
Diferentemente de um instrumento acústico, com características e limitações físicas, quando a orquestra é tomada como instrumento musical, os seus limites sonoros e os processos de manipulação dos mesmos, são extremamente variados. Por exemplo:aspectos técnicos relacionados às possibilidades acústicas e materiais dos instrumentos
aspectos subjetivos relacionados à interpretação da orquestra como instrumento único.
Dada esta gama de abordagens e dispositivos para escrita sinfônica, esta aula foi concebida como um panorama de possibilidades ou plano geral de estudo. Assim, faz-se necessário mencionar, a evolução histórica da orquestra e em extensão da própria orquestração na seção A EVOLUÇÃO DA ORQUESTRA. Vincula-se a este tema a evolução dos instrumentos, da técnica, da escrita e o amadurecimento do estilo de compositores importantes dentro de um processo de evolução histórica. Os EXEMPLOS desta trajetória podem ser estudados pelo aluno separadamente.RIMSKY-KORSAKOV evidencia que os pilares da orquestração estão relacionados com a melodia e a harmonia que se desdobram em mecanismos como dobramentos, abertura de acordes, marchas divergentes e convergentes entre outros.CASELLA é descritivo ao apresentar um manual prático de consulta para o dia-a-dia, primeiramente discute instrumentação, seguida de uma série de exemplos musicais e um apêndice com comentários sobre tessitura, passagens e pontos de execução difícel dos instrumentos da orquestra.
PISTON acentua o que conceito principal é o de um tecido orquestral que é analisada segundo uma tipologia que vai do únissono a texturas complexas.
KOECHLIN faz uma discussão extensiva em quatro volumes e sua abordagem é centrada em diversos exemplos sonoros do repertório sinfônico. Seu tratado de orquestração, talvez seguindo a tradição de Rameau, tem um carácter abrangente e prima por detalhes. Os dois primeiros volumes de KOECHLIN tratam dos seguintes asssuntos: no Volume I o Estudo dos Instrumentos e Equilíbrio das Sonoridades (Etude des Instruments, Equilibre des Sonorités) e no Volume II a Escrita dos Diversos Grupos (Ecriture des Divers Groupes). No próximo volume ele apresenta a Orchestração Própriamente Dita (Orchestration Proprement Dite) VolumeIII, o que enfatiza o conceito que a Orquestração é uma forma de escrita para um instrumento único denominado de Orquestra.
Segue o tópico INSTRUMENTAÇÃO que é por si só uma homepage e o seu conteúdo esta voltado à descrição dos instrumentos acústicos usados tradicionalmente na orquestra.
A seção ESCRITA SINFÔNICA aborda o tema central da aula. Nela três das referências bibliográficas consultadas são apresentadas e comparadas em suas Diferentes Abordagens. No Planejando e Instrumentação discutem-se estratégias como a Escolha do Instrumental a ser usado, o Equilíbrio entre os Naipes face as diversas Formações Sinfônicas, e Preparação da Partitura e Partes.
Segue a sub-seção Mecanismos Orquestrais, onde faz-se uma síntese das várias combinações dos naipes e seus respectivos instrumentos como Uníssonos e Dobramentos, Disposições Harmônicas, Reagrupando Naipes e Movimento Vertical e Horizontal.
Posteriormente aborda-se uma série de Processos Sinfônicos que estão relacionados com os autores consultados e têm um carácter de construções sonoras que utilizam os Mecanismos Orquestrais. Por exemplo o processo denominado de Acumulação ou Agregação, onde diversos instrumentos são superpostos gerando uma massa orquestral, é construido através de Dobramentos.
Finalmente, na seção Solistas, Orquestra eTranscrição, a orquestra é contraposto a uma Voz Solista, a um Coro ou a um Instrumento Solista. Os outros pontos abordados são a Transcrição Harmônica e Contrapontística que, como estudado por PISTON, são técnicas para orquestrar obras camerística como corais ou invenções de Bach entre outras. Há ainda uma seção voltada a EXERCÍCIOS que reforça e recapitula os conceitos da aula. As Referências Bibliográficas e páginas sobre o assunto na Internet terminam os tópicos abordados.
O acesso do aluno a esta homepage, poderá servir para recapitular os conceitos, tirar dúvidas e fazer exercícios. Tanto no contexto de reforço de sala de aula como em aplicações de ensino à distância.
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