UnicampWomen
x = independently organized TED event

May 28, 2015
10:00am - 10:00am BRT
(UTC -3hrs)
Campinas, SP
Brazil
This event is open to the public.
Tickets are available.
Ticketing policies vary by event.

Palestrantes Locais

Palestrante: Dr. José Henrique Rodrigues Torres

Título da palestra: A inconstitucionalidade da criminalização do aborto no Brasil.

Resumo: A criminalização do aborto, no Brasil, é inconstitucional e incompatível com o sistema de proteção dos Direitos Humanos das Mulheres, constitui um instrumento ideológico de controle da sexualidade feminina, representa um mero instrumental simbólico da ideologia patriarcal, não tem sido eficaz nem é útil para a proteção da vida intrauterina, está sendo mantida com um enorme custo social, impede a implantação e efetivação de medidas realmente eficazes para o enfrentamento do problema, acarreta às mulheres terríveis sequelas e morte, bem como contraria, de modo flagrante, os princípios jurídicos e democráticos da idoneidade, da subsidiariedade e da racionalidade e afronta, também, as exigências jurídico-penais de não se criminalizar uma conduta de modo simbólico ou para impor uma determinada concepção moral ou punir condutas frequentemente aceitas ou praticadas por parcela significativa da população.

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Palestrante: Dra. Artemis Moroni

Título: Mulheres, Computadores e Criatividade

Resumo: Os computadores podem ser criativos? A primeira pessoa a aventar essa questão foi Ada Lovelace, matemática e escritora inglesa, hoje principalmente reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para uma máquina. Ela percebeu que a máquina analítica de Charles Babbage, em essência, um projeto para um computador digital, poderia, em princípio compor peças musicais de qualquer grau de complexidade e extensão, mas insistia que a criatividade do resultado deveria ser creditada ao engenheiro, não ao engenho. Mais recentemente, de acordo com Margaret Boden, psicóloga computacional, conceitos computacionais podem nos ajudar a entender como a criatividade humana é possível. Desde que o modelamento algorítmico possibilita maneiras de representar a complexidade, o poder de uma máquina pode ser usado para inferir implicações onde a mente humana falha.
Esta apresentação abordará como as mulheres vem atuando na história e desenvolvimento dos computadores e contribuindo para as áreas de inteligência e criatividade computacional. Aspectos filosóficos e relativos à aplicação computacional criativa serão tratados.

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Palestrante: Dra. Dora Martins

Título: Mulheres-mães do cárcere, mulheres-mães do crack - conflito de direitos.

Resumo: A situação prisional da mulher é menos conhecida e mais dolorida do que a do homem preso. Mães encarceradas perdem o contato com os filhos e muitas vezes perdem o poder familiar sobre eles. O Estado não fornece condições de prisão para mães que tem filhos pequenos ou que dão à luz no cárcere. Mães do crack, denominação que marca mulheres que, em situação de drogadição, perdem seus filhos após darem a luz e, muitas deles, acabam sua trajetória nas prisões brasileiras. O direito da criança de ter um lar digno e convivência familiar em conflito com o direito materno.

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Palestrante: Dra. Fabiana Bonilha

Título: Mulheres com deficiência: transpondo barreiras na geração do conhecimento

Resumo: As deficiências físicas e sensoriais existem no intuito de que as pessoas abandonem suas absolutas certezas e construam novos paradigmas. Se a deficiência não habitasse este mundo, todos pensariam ser impossível ler sem enxergar, produzir música sem ouvir ou locomover-se sem andar com as próprias pernas.
Graças à existência de pessoas cegas, surdas e cadeirantes, abriu-se um horizonte para que fossem desvendados diferentes referenciais perceptivos e descobertas ilimitadas capacidades motoras.
Tenho deficiência visual total e congênita como uma de minhas características, mas, não obstante esta condição, considero que a cegueira não me define. O que me faz quem eu sou é o conjunto de experiências que compõem minha história, e que me mostram possibilidades de superação e de conquistas. Carrego comigo a crença de que, ao longo do percurso, meu coração fornece todas as respostas de que preciso, , em relação à trilha mais correta a seguir. Tenho minha atividade musical como o maior tesouro a ser cuidado, e tudo o que faço concorre para a sua preservação e desenvolvimento. Paralelamente, a leitura e a escrita em braile são cruciais em minha vida, tanto como fonte de informação e conhecimento, quanto como objeto de pesquisa. Particularmente, dedico-me a estudar os processos cognitivos intrínsecos ao aprendizado e ao uso da musicografia braile, nome que se dá ao código pelo qual as pessoas cegas leem e escrevem partituras.
Vivo cotidianamente a experiência de tocar para tocar, à medida que o tato me comunica todos os elementos das peças que executo ao piano. Tendo a música como centro, faço desta experiência o ponto de partida para viver muitas outras, e irradio aquilo que sinto ao trabalhar com música para o exercício de outras tarefas e para outras formas de cooperação com o mundo.

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Biblioteca Central da UNICAMP (BC)
Rua Sérgio Buarque de Holanda, 421
Campinas, SP
Brazil
Event type:
TEDxWomen (What is this?)
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Speakers

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José Henrique Rodrigues Torres

José Henrique Rodrigues Torres é juiz de Direito em São Paulo e, atualmente, titular da 1ª Vara do Júri da comarca de Campinas. É professor de direito penal da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e do curso de pós-graduação do IDISA - Instituto de Direito Sanitário Aplicado. Professor convidado, tutor e formador da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - ENFAM. Presidiu o Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia – AJD. É consultor do Ministério da Saúde, assessor do “Grupo Multidisciplinar de Estudos sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos” da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO. É membro da Comissão de Altos Estudos sobre Direitos Humanos do Ministério da Justiça, do Centro de Pesquisa e Controle das Doenças Materno-infantis de Campinas – CEMICAMP, do Grupo de Estudos sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO, do Grupo de Estudos sobre Abortamento – GEA e da Rede Global Doctors for Choice/Brasil- GDC.

Artemis Moroni

Artemis Moroni é Pesquisadora Sênior da Divisão de Robótica e Visão Computacional do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (DRVC/CTI). Desde 1996, é Pesquisadora Colaboradora do Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora da Universidade de Campinas (NICS/UNICAMP). É graduada e recebeu o seu Mestrado em Ciência da Computação pelo Instituto de Computação da UNICAMP (IC/UNICAMP). É doutora em Engenharia da Computação pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da UNICAMP (FEEC/UNICAMP). Em paralelo, atua em Arte, Ciência e Tecnologia desde 1989. Sua pesquisa é orientada ao estudo de processos automáticos e semi-automáticos de produção artística, nos domínios visual e sonoro.

Dora Martins

Dora Martins - Juíza de direito titular da Vara da Infância e Juventude do Foro Central de São Paulo. Especialista em direito de família e direitos humanos. Membro da Associação Juízes para a Democracia e membro da Coordenadoria da infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Fabiana Bonilha

Fabiana Fator Gouvêa Bonilha é pesquisadora em Tecnologia Assistiva no Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer. É colunista da (RAC) Rede Anhanguera de Comunicação. É Doutora e Mestre em Música pelo Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da UNICAMP. É graduada em piano erudito pelo Instituto de Artes da UNICAMP. É Graduada em Psicologia pela PUC de Campinas.

Organizing team

Jose
Fornari

Campinas - São Paulo, Brazil
Organizer
  • Elizabeth Fernandes
    co-organizer
  • Vilson Zattera
    co-organizer
  • Alexandre Henrique dos Santos
    co-organizer