Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora

NICS na UPA 2026

22 de agosto, das 9h às 17h

Entrada Gratuita!

LOCAL: Biblioteca Central da Unicamp

2º piso

https://bccl.unicamp.br/

PROGRAMAÇÃO

Horário

Apresentação

09h00

60 Segundos Sonoros: Homenageando os 60 anos da UNICAMP

09h30

60 Segundos Sonoros: Homenageando os 60 anos da UNICAMP

10h00

Música como Idioma (Jack Lima)

10h30

MPB socioambiental (Rinaldo Zamai, Guilherme e Tuti Fornari)

11h00

Arduinando (Nando Penteado)

11h30

Dark Cave (Vilson Zattera)

12h00

60 Segundos Sonoros: Homenageando os 60 anos da UNICAMP

12h30

60 Segundos Sonoros: Homenageando os 60 anos da UNICAMP

13h00

Sounds of Silence (Tuti Fornari e Leonardo Arruda)

13h30

Sounds of Silence (Tuti Fornari e Leonardo Arruda)

14h00

Gaia Senses: Na Busca Por um Sistema Generativo Sem Uso de IA (Gabriel D’Incao)

14h30

Duo Divergente (Leonardo Passos e Tuti Fornari)

15h00

Amálgama Biótico (Marcelo Galbetti e Rodrigo Trevisan)

15h40

Software CromoTMusic – Música e Cor para Surdos (Igor Ortega e Leonardo Arruda)

15h45

60 Segundos Sonoros: Homenageando os 60 anos da UNICAMP

17h00

Término das Apresentações

OBS: Fixos no espaço da UPA durante o dia: SurdoSystem (Leonardo Arruda e Matheus Prado) e Bio-Música (Leonardo Arruda e Manuel Falleiros)

Programação NICS na UPA - 2026

Música como Idioma

Música como Idioma — uma apresentação de Jack Lima (TEDx Unicamp 2015) mostrando que ritmo e melodia funcionam como um idioma que qualquer pessoa pode aprender pelo som. Com demonstrações ao vivo de softwares que transformam a matemática da música em algo que se ouve, o público descobre o alfabeto, as palavras e a conversação por trás de toda música. Não é preciso saber música nem matemática — basta curiosidade.

Jack Lima é criador do Sistema Musical Definitivo (SMD), plataforma que propõe o ensino da música com a lógica de aquisição de um idioma, priorizando a percepção e a conversação musical. Multi-instrumentista com mais de 30 anos de pesquisa e experiência prática, incluindo período de estudos com Wilson Curia, é autor do Dicionário de Ritmo, reconhecido pelo RankBrasil em 2013 como o livro com o maior número de ritmos musicais do mundo, e desenvolvedor do primeiro software homologado para prática da linguagem musical no Brasil (2014). Em 2015, apresentou a palestra “The Logic of Real String” no TEDx Unicamp. À frente da Editora SMD há mais de 15 anos, dedica-se à pesquisa da lógica combinatória do ritmo e da melodia, desenvolvendo métodos e tecnologias voltados ao ensino da linguagem musical para pessoas com ou sem formação prévia.

Jack Lima

Arduinando

Arduinando é uma performance de música experimental e instrumental concebida e executada por Nando Penteado. Unindo sua trajetória de mestrado e doutorado em Música (com foco em acessibilidade) à sua formação em violão popular, o artista explora o controle e a síntese de paisagens sonoras imersivas com eventuais incursões por músicas incidentais. O trabalho ganha vida através de um ecossistema autoral: um hardware exclusivo construído ao redor da placa Arduino — equipado com sliders, faders e push buttons —, integrado a scripts customizados em PHP para controle de hardware e Pure Data para a síntese sonora em tempo real.

 

Possui graduação em Música pela Universidade Estadual de Campinas (1993) e mestrado em Música pela Universidade Estadual de Campinas (2017). Atualmente cursando doutorado em Música na UNICAMP. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Instrumentação Musical.

Nando Penteado
Me. Nando Penteado

60 Segundos Sonoros: Homenageando os 60 anos da UNICAMP

Apresentação de gravações de performances de mini composições, com duração de 60 segundos (1 minuto), criadas por pesquisadores associados ao Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS) em homenagem aos 60 anos da UNICAMP. Cada compositor poderá apresentar uma ou mais mini composições, sendo que cada peça deverá, obrigatoriamente, ter exatamente 60 segundos de duração.

S o S - Sounds of Silence

Aplicativo escrito na linguagem de programação “Pure Data” (Pd), que permite que o artista toque um piano sem encostar no instrumento. Existem diversas aplicações artísticas e de acessibilidade.

Pesquisador, carreira Pq-A do NICS / UNICAMP. Professor pleno da Coordenadoria de Pós-graduação do Instituto de Artes da UNICAMP. Pós-doc em Cognição Musical na Universidade Jyvaskyla, Finlândia. Visitante escolar no CCRMA / Stanford University. Doutorado e Mestrado na FEEC / UNICAMP. Formado em Música popular (piano) e Engenharia elétrica na UNICAMP.

Pq. Dr. José Fornari

Possui Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Música na linha de pesquisa em Música, Linguagem e Sonologia pela Unicamp. Desenvolve pesquisas pelo Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS) e integra o grupo de pesquisa Coletivo de Comunicação, Cognição e Computação (C4) registrado no CNPq. Além de compositor e produtor musical, realiza projetos interseccionando áreas como acessibilidade, cognição musical, criatividade computacional, síntese sonora, programação musical e composição interativa. Possui especialização em processos didáticos-pedagógicos para cursos na modalidade a distância pela UNIVESP (2023) e graduação em Engenharia de Computação pela Unisagrado (2018).

Me. Leonardo Arruda

Gaia Senses: Na Busca Por um Sistema Generativo Sem Uso de IA

O termo “generativo”, no presente contexto cultural, geralmente é associado a processos de criação com o uso de Inteligência Artificial, consequentemente “arte generativa” passou também a carregar o fardo dessa correlação, apesar de ser campo de pesquisa amplamente explorado por artistas muito antes da eclosão da IA.
Nesta curta performance, será apresentado um sistema generativo musical que cria através de um simples procedimento matemático, capaz de controlar e quantificar o fenômeno da “consonância”. O programa, desenvolvido em Pure Data, será controlado a partir de intervenções físicas do compositor, através da manipulação de um objeto com sensores de movimento e de gás carbônico dentro de um globo, simbolizando a Terra.

Gabriel D’Incao é compositor e inventor, atualmente terminando sua graduação em composição pela Unicamp. Colaborou como músico em projetos de dança, teatro e cinema, e desenvolve trabalhos autorais. Na universidade, sua principal contribuição é dentro do projeto Gaia Senses (CTI), onde é responsável pela criação de algoritmos musicais, que são utilizados para geração de composições audiovisuais baseadas em dados de satélite em tempo real.

Gabriel D’Incao

Duo Divergente

A dupla Leonardo Porto Passos e José Fornari explora texturas noise, ambient e drone com Pure Data (Pd), técnicas estendidas e expandidas de guitarra e noisebox com processamento da áudio em suas improvisações de artivismo sonoro.

Mestre (2022) e Doutorando em Música pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (IA-Unicamp). Pós-graduado em Processos Didático-Pedagógicos para Cursos na Modalidade a Distância pela Univesp (2023) e em Formação de Escritores pelo Instituto Vera Cruz (2013). Licenciado em Letras Português/Inglês pela Unip (2008). Pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (Nics-Unicamp). Pesquisas nas áreas de Sonologia (estudos do som), Timbre, Música e Tecnologia, Gêneros Musicais, Cognição Musical, Etnomusicologia, guitarra elétrica, processamento de sinal de áudio, estética da sonoridade e construção de sentido na música. Guitarrista, compositor de trilhas sonoras, designer de som, produtor musical e programador de áudio. Produção autoral nos gêneros rock alternativo, metal extremo, música experimental, improvisação contemporânea e artivismo sonoro. Brasileiro, nascido em 1978.

Me. Leonardo Porto Passos

Pesquisador, carreira Pq-A do NICS / UNICAMP. Professor pleno da Coordenadoria de Pós-graduação do Instituto de Artes da UNICAMP. Pós-doc em Cognição Musical na Universidade Jyvaskyla, Finlândia. Visitante escolar no CCRMA / Stanford University. Doutorado e Mestrado na FEEC / UNICAMP. Formado em Música popular (piano) e Engenharia elétrica na UNICAMP.

Pq. Dr. José Fornari

Amálgama Biótico

Composta por Antonio Marcelo Galbetti, Amálgama Biótico é um estudo para música manifesto que propõe uma ponte sonora e conceitual de escala planetária. A obra fundamenta-se na interconexão biológica ao fundir as vibrações subterrâneas do Pando — o maior organismo clonal do mundo, localizado em Utah — com a rica paisagem sonora de biomas brasileiros como o Pantanal e a Serra dos Carajás. O esturro da onça-pintada e o canto de aves e batráquios da nossa biodiversidade ecoam sobre a gravação das raízes do Pando, criando um ecossistema sonoro híbrido. Essa teia de dependência mútua é expandida pela inserção de sintetizadores e guitarra processada, que traduzem em música a sonificação de bio-dados elétricos do micélio fúngico. Ao tencionar e mimetizar intempéries como a chuva e o trovão, a composição comenta a ação antrópica ou seja toda e qualquer interferência ou modificação realizada pelo ser humano no meio ambiente, consolidando um manifesto de que toda a biodiversidade da Terra compartilha de uma mesma e única “partitura biológica”.

Possui graduação como Bacharel em Música com Habilitação em Instrumento pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1981). Possui ainda formação pelo SENAC como radialista-locutor e locutor comercial (2013). Tem experiência em Artes, com ênfase em Artes, Comunicações e Educação, sendo profissional atuante nas áreas empresarial de comunicação, didática e educacional, de museus, técnica, editorial, de televisão, rádio, cinema, teatro, concertos, shows, multimídia, de promoção e publicidade. Desde 1992 trabalha e dirige programas de áudio incentivo e produtos gerados a partir da roteirização de palestras de nomes importantes ao mercado corporativo, bem como no desenvolvimento de Podcasts. Composição, execução e produção de peças musicais e trilhas para teatro, cinema, rádio, televisão, eventos promocionais, vídeos empresariais e publicidade.

Antonio Marcelo Galbetti

Pesquisador com formação em História pela PUC-SP (2006), com mestrado (2016) e doutorado (2021) em História da Ciência pela mesma instituição. Realiza estágio de pós-doutorado em andamento no Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE-Unicamp). Atua nas áreas de História da Ciência, História da Técnica, História da Música, História da Eletroacústica, Lógica e Epistemologia. Possui experiência prática em produção musical, composição, arranjo e finalização de áudio, com trabalhos artísticos publicados e participação em eventos de divulgação científica. Participa de bancas examinadoras e é autor de artigos em periódicos especializados.

Dr. Rodrigo Trevisan Braga

SurdoSystem

Que música pode existir além das notas e da audição? Esta instalação musical é instigada pela experiência sensorial surda e inspirada pelos paredões da música eletrônica, com o objetivo de questionar o que faz um estímulo virar música.

Possui Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Música na linha de pesquisa em Música, Linguagem e Sonologia pela Unicamp. Desenvolve pesquisas pelo Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS) e integra o grupo de pesquisa Coletivo de Comunicação, Cognição e Computação (C4) registrado no CNPq. Além de compositor e produtor musical, realiza projetos interseccionando áreas como acessibilidade, cognição musical, criatividade computacional, síntese sonora, programação musical e composição interativa. Possui especialização em processos didáticos-pedagógicos para cursos na modalidade a distância pela UNIVESP (2023) e graduação em Engenharia de Computação pela Unisagrado (2018).

Me. Leonardo Arruda

Mestrando na Unicamp, pesquisador na área de música e tecnologia no Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora, interessado nas áreas de inteligência artificial, glitch music e cognição. Músico intérprete, compositor e produtor, bacharel em música popular pela Unicamp (2022).

Matheus Prado
Matheus Prado

Bio-Música

O projeto “Bio-Música”, uma iniciativa do Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS), explora a intersecção entre biologia, tecnologia e arte através da sonificação de dados biológicos de plantas. Utilizando um dispositivo customizado baseado na plataforma Arduino, o sistema mede flutuações na condutividade galvânica da superfície foliar, capturando as respostas bioelétricas sutis dos organismos vegetais a estímulos ambientais. Estes sinais analógicos são processados em tempo real e mapeados para o protocolo MIDI (Musical Instrument Digital Interface), convertendo a atividade fisiológica da planta em dados musicais discretos, como notas, velocidade (velocity) e mensagens de controle (Control Change).
O projeto não se limita à simples transdução de dados, mas investiga a criação de um sistema bio-interativo que serve como base para composição algorítmica e improvisação musical, estabelecendo um novo paradigma de colaboração interespecífica onde a expressão musical emerge da simbiose entre a fisiologia vegetal e a intencionalidade artística humana.

Coordenador Associado do NICS/Unicamp, Pesquisador de carreira PQ-UNICAMP, e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Música do I.A./UNICAMP. Membro do Conselho de Cultura da Unicamp. Compositor premiado pelo Prêmio Funarte de Música Clássica. Ministrou palestras sobre improvisação contemporânea em âmbito nacional e internacional. Desenvolve pesquisa em improvisação musical, práticas musicais contemporâneas, análise de música improvisada, cognição e criatividade.

Prof. Dr. Manuel Falleiros

Possui Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Música na linha de pesquisa em Música, Linguagem e Sonologia pela Unicamp. Desenvolve pesquisas pelo Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS) e integra o grupo de pesquisa Coletivo de Comunicação, Cognição e Computação (C4) registrado no CNPq. Além de compositor e produtor musical, realiza projetos interseccionando áreas como acessibilidade, cognição musical, criatividade computacional, síntese sonora, programação musical e composição interativa. Possui especialização em processos didáticos-pedagógicos para cursos na modalidade a distância pela UNIVESP (2023) e graduação em Engenharia de Computação pela Unisagrado (2018).

Me. Leonardo Arruda

Software CromoTMusic - Música e Cor para Surdos

O software CromoTMusic é uma tecnologia que codifica os padrões sonoros da música e os converte em cores e formas, criando ambientes musicais multissensoriais. Desenvolvido especialmente para aplicação em processos musicoterapêuticos, o sistema possibilita que pessoas surdas se relacionem com a experiência musical por meio da visão e de outros sistemas sensoriais, ampliando as possibilidades de percepção, expressão, comunicação e participação musical.

É professor de musicoterapia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), músico contrabaixista e vocalista. Mestre e Doutor em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é pesquisador na área de música, musicoterapia e surdez, bem como na área da multissensorialidade, onde criou o software CromoTMusic, que relaciona notas musicais com cores. É responsável pela codificação e aplicação do método de ensino de Partitura Colorida e desenvolve um método de análise musical em musicoterapia por meio da partitura colorida. Atualmente, é pesquisador colaborador no Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e autor do livro As cores do som: o potencial musical do surdo.

Prof. Dr. Igor Ortega

Possui Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Música na linha de pesquisa em Música, Linguagem e Sonologia pela Unicamp. Desenvolve pesquisas pelo Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS) e integra o grupo de pesquisa Coletivo de Comunicação, Cognição e Computação (C4) registrado no CNPq. Além de compositor e produtor musical, realiza projetos interseccionando áreas como acessibilidade, cognição musical, criatividade computacional, síntese sonora, programação musical e composição interativa. Possui especialização em processos didáticos-pedagógicos para cursos na modalidade a distância pela UNIVESP (2023) e graduação em Engenharia de Computação pela Unisagrado (2018).

Me. Leonardo Arruda